A
Espanha (em
castelhano e
galego:
España; em
catalão/
valenciano:
Espanya; em
basco:
Espainia; em
aranês:
Espanha), oficialmente
Reino de Espanha, é um
país situado na
Europa meridional, na
Península Ibérica. Seu território principal é delimitado a sul e a leste pelo
Mar Mediterrâneo, com exceção a uma pequena fronteira com o
território britânico ultramarino de
Gibraltar; ao norte pela
França,
Andorra e pelo
Golfo da Biscaia e ao noroeste e oeste pelo
Oceano Atlântico e por
Portugal.
O território espanhol inclui ainda as
Ilhas Baleares, no Mediterrâneo, as
Ilhas Canárias, no Oceano Atlântico, próximas da costa Africana e duas
cidades autônomas no
norte de África,
Ceuta e
Melilla, que fazem fronteira com o
Marrocos. Com uma área de
504 030 km², a Espanha é, depois da França, o segundo maior país da
Europa Ocidental e da
União Europeia.
Devido à sua localização, o território da Espanha foi sujeito a muitas influências externas, muitas vezes simultaneamente, desde os tempos
pré-históricos até quando a Espanha se tornou um país. Por outro lado, o próprio país foi uma importante fonte de influência para outras regiões, principalmente durante a
Era Moderna, quando se tornou um
império mundial que deixou como legado mais de 400 milhões de falantes do espanhol espalhados pelo mundo.
A Espanha é uma
democracia organizada sob a forma de um
governo parlamentar sob uma
monarquia constitucional. É um
país desenvolvido com a
nono PIB nominal mais elevado do mundo e elevado padrão de vida (a Espanha possui o
20º melhor IDH do mundo).
[3] É um membro das
Nações Unidas, da
União Europeia, da
OTAN, da
OCDE e da
OMC.
O nome Espanha deriva de
Hispania, nome com o qual os
romanos designavam geograficamente a
Península Ibérica. O nome
Ibéria era o que os gregos davam à península. Fato do termo
Hispania não ter uma raiz
latina resultou na formulação de diversas teorias sobre a sua origem, algumas controversas. A opção mais aceita seria a de que o nome
Hispania provém do fenício
i-spn-ea.
[4] Os romanos tomaram essa denominação dos vencidos
cartaginenses, interpretando o prefixo
i como
costa,
ilha ou
terra, e o sufixo
ea com o significado de
região. O lexema
spn foi traduzido como
Coelhos (na realidade
Dassies, animais comuns no norte da
África). Os romanos, portanto, deram ao nome
Hispania o significado de
terra de coelhos abundantes. O nome de Espanha, evolução da designação do
Império Romano Hispania era, até o
século XVIII, apenas descritivo da
península Ibérica, não se referindo a um país ou Estado específico, mas sim ao conjunto de todo o território ibérico e dos países que nele se incluíam. A Espanha é unificada durante o
Iluminismo, até então era um conjunto de reinos juridicamente e politicamente independentes governados pela mesma monarquia.
[5] Até à data da unificação a monarquia era formada por um conjunto de reinos associados por herança e união dinástica ou por conquista. A forma de governo era conhecida como aeque principaliter, os reinos eram governados cada um de forma independente, como se tivesse cada reino o seu próprio rei, cada reino mantinha o seu próprio sistema legal, a sua língua, os seus foros e os seus privilégios.
[6] A constituição de 1812 adopta o nome
As Espanhas para a nova nação.
[7] A constituição de 1876 adopta pela primeira vez o nome
Espanha [8].
[9]
Os termos "as Espanhas" e "Espanha" não eram equivalentes, e eram usados com muita precisão.
[10] O termo
As Espanhas referia-se a um conjunto de unidades jurídico-políticas, ou seja, referia-se a um conjunto de reinos independentes, primeiramente apenas aos reinos cristãos da península Ibérica, depois apenas aos reinos unidos sobre a mesma monarquia. O termo
Espanha referia-se a um espaço geográfico e cultural que englobava diversos reinos independentes. A partir de
Carlos V o uso do título
Rei das Espanhas, referia-se à parte da Espanha que não incluía
Portugal, mas esta designação era apenas uma forma de designar colectivamente um extenso número de reinos, uma abreviação, que não tinha validade jurídica, para uma longa lista de títulos reais cuja forma oficial era rei de Castela, de Leão, de Aragão, de Navarra, de Granada, de Toledo, de Valência, da Galiza, de Maiorca, de Menorca, de Sevilha, etc. (da mesma forma utilizava-se o título Sua Majestade Lusitâna para o rei de Portugal, ou rei Lusitano)
[11][12][13]
A partir de
1640, com a
Restauração da Independência de Portugal, a designação "
Rei da Espanha" manteve-se, apesar de a união dinástica já não englobar toda a Península.